COMPREENDENDO O QUE É PARALISIA CEREBRAL
De acordo com Pereira (2018), a cada 1000 crianças que nascem vivas, 2,1 têm Paralisia Cerebral. Segundo pesquisas, esse número se mantém há décadas. De acordo com Rotta (2002), a primeira pessoa a escrever sobre esta paralisia foi Little, em 1843, que atribuiu o termo encefalopatia crônica da infância. É necessário destacar que este nome é usado apenas por médicos; já na educação, o termo utilizado é Paralisia Cerebral, nome sugerido por Freud em 1897, ou somente pela sigla PC.
A Paralisia Cerebral afeta o desenvolvimento motor. Por vezes a pessoa com esta deficiência apresenta sintomas como: rigidez muscular, movimentos lentos e contorcidos, dificuldade para caminhar, atrasos no desenvolvimento da fala ou dificuldade em falar e dificuldade com movimentos precisos, como pegar um lápis ou uma colher.
Com base na definição acima, podemos compreender que uma das características da PC é afetar as funções motoras e deixar sequelas leves, moderadas ou severas. De acordo com Silva et al. (2019, p.5), “As alterações motoras são acompanhadas por distúrbios na percepção, comunicação, comportamentos e crises convulsivas”. No que concerne ao surgimento, a PC pode ocorrer durante a gestação ou parto, e até mesmo após 2 anos do nascimento.
Os fatores que aumentam o risco para uma criança nascer com PC são diversos, como: vícios durante a gravidez (drogas, álcool), a nutrição do bebê, ocorrência de convulsões ou AVC da gestante, ou acidentes durante o parto. A Paralisia Cerebral está na categoria de deficiência e inclui pacientes com distúrbios crônicos não progressivos no sistema nervoso central, o que não tem nenhuma ligação com a cognição, de modo que não há como relacionar a PC ao comprometimento do aprendizado.
Referências
MURILLO, P. C. A. Criança com paralisia cerebral e os instrumentos mediadores da escrita: Uma perspectiva histórico-cultural. 2018. 189 f.
PEREIRA, H. V. Paralisia cerebral. Residência Pediátrica, 2018; 8(supl 1): 49–55.
DOI: 10.25060/residpediatr.2018.v8s1-092
ALEYA, Natanael Atlas. Guia dos direitos da pessoa com deficiência. Natanael Atlas Aleya; Giralin Figueiró. — Belo Horizonte: Faculdade Promove, 2015. 18 f.: il. 30 cm.
ROTTA, N. T. Paralisia cerebral, novas perspectivas terapêuticas. Artigos de Revisão. Jornal de Pediatria (Rio J.), v. 78 (supl. 1), ago. 2002.
Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0021-75572002000700008.
SILVA, G. G.; ROMÃO, J.; ANDRADE, E. G. S. Paralisia Cerebral e o impacto do diagnóstico para a família. Revista Iniciação Científica e Extensão, 2019; 2(1): 4–10.

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