O QUE É DUPLA EXCEPCIONALIDADE?
No Brasil temos poucos trabalhos relacionados à dupla excepcionalidade, talvez você ainda não tenha ouvido esta palavra, mas o conceito é bem simples. O termo dupla excepcionalidade foi proposto pela primeira vez por James Gallagner em 1975. Por meio de sua pesquisa ele percebeu que em alguns casos a superdotação é acompanhada de uma deficiência (GALLAGNER, 1975 apud DELOU, 2007).
A Dupla Excepcionalidade pode vir com uma deficiência ou transtorno, os quais podem ser de cunho motor, visual, auditivo, dislexia, autismo, TDAH, entre outros. De acordo com Prior (2013), a Dupla Excepcionalidade usa outro termo, dando a ideia de duas vezes excepcional, ou seja, o sujeito tem uma dupla condição.
Dupla Excepcionalidade com Paralisia Cerebral – Características:
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Desenvolvimento de habilidades compensatórias;
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Criatividade para encontrar maneiras alternativas de se comunicar e realizar tarefas;
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Impressionante estoque de conhecimento;
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Habilidades acadêmicas avançadas; Memória superior; Habilidades excepcionais de resolução de problemas;
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Apreensão rápida de ideias; Capacidade de definir e se empenhar por metas de longo prazo;
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Maior maturidade do que companheiros de mesma idade;
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Bom senso de humor; Persistência; Paciência; Motivação para alcançar; Curiosidade;
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Visão autocrítica e perfeccionismo;
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Desenvolvimento cognitivo que pode não ser baseado na experiência direta;
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Possível realização limitada devido ao ritmo de trabalho.
Referência
DELOU, C. M. O papel da família no desenvolvimento das Altas Habilidades/Superdotação. In: FLEITH, D. (Org.). A Construção de Práticas Educacionais para Alunos com Altas Habilidades / Superdotação. Volume 3: O Aluno e a Família. Brasília, 2007.
PRIOR, S. Transição de alunos com dupla excepcionalidade. Australasian Journal of Special Education, 37(10), 19–27, 2013.
DOI: 10.1017/Jse.2013.3
SILVA, S. C. F.; RANGNI, R. A. Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação em aluno com síndrome de
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